terça-feira, 15 de agosto de 2017

A IMPORTÂNCIA DA NOSSA LÍNGUA NO MUNDO GLOBALIZADO




CONCURSO MUNDIAL DE TRADUÇÃO CHINÊS-PORTUGUÊS

Macau, China, 09 ago (Lusa) – Três alunos da Universidade do Minho venceram hoje o “concurso mundial de tradução chinês-português”, uma iniciativa que pretende desenvolver o intercâmbio de técnicas de tradução das duas línguas entre estudantes de ensino superior.

O segundo lugar foi atribuído à equipa do Instituto Politécnico de Macau (IPM) e o terceiro aos representantes da Universidade Jiaotong de Pequim.

O concurso contou com 87 equipas, constituídas por dois a três estudantes universitários e um professor orientador, de 27 instituições de ensino superior do Brasil, Portugal, China e Macau, indicou a organização a cargo do Gabinete de Gabinete de Apoio ao Ensino Superior e do IPM.

A organização recebeu um total de 58 traduções para língua portuguesa de dez mil frases em chinês, extraídas pela organização de artigos ou livros. As equipas entregaram os trabalhos três meses depois de terem recebido os originais.

Na cerimónia de entrega dos prémios, o presidente do IPM, Lei Heong Iok, felicitou os participantes e anunciou que o concurso vai continuar no próximo ano, de acordo com um comunicado da organização.

A organização criou “prémios especiais” para apoiar a participação de equipas de instituições de ensino superior de Macau, sendo o primeiro lugar atribuído aos representantes do IPM e o segundo à Universidade de Macau.

A comissão honorária da competição é presidida pelo Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau, Alexis Tam, o vice-presidente é Huang Youyi, vice-presidente executivo da Associação de Tradutores da China, e integra também académicos da Universidade de Lisboa, da Universidade de Coimbra e do Instituto Politécnico de Leiria.

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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

NOSSA LÍNGUA DE CADA DIA


AULA DE PORTUGUÊS DESTA SEXTA-FEIRA
--- Maria Tereza de Queiroz Piacentini*


Dúvida: Dispomos de “tudo que há de mais moderno ou de “tudo O que há de mais moderno”?

O artigo é opcional?

Tem alguma função sintática?  

Nesse caso o o não é artigo, mas pronome demonstrativo neutro (cf. Não Tropece na Língua 31 - http://www.linguabrasil.com.br/nao-tropece-detail.php?id=689&busca=, exigido na escrita, conforme a norma gramatical (na fala, pode haver a contração das vogais: tudo o que – tudoo que – tudo que). Tomemos duas frases de exemplo:

1) Dispomos de tudo o que há de mais moderno.

2) Li tudo o que você escreveu.

Aí o pronome demonstrativo o substitui outros demonstrativos:

3) Dispomos de tudo aquilo que  há de mais moderno.

4) Li tudo isso que você escreveu.

No período (1), o pronome o é o objeto indireto de dispomos; no (2), o objeto direto de li. Tudo é pronome adjetivo indefinido. Que é pronome relativo, tendo por antecedente o o da oração anterior.

* Maria Tereza de Queiroz Piacentini é Diretora do Instituto Euclides da Cunha e autora dos livros 'Só Vírgula', 'Só Palavras Compostas' e 'Língua Brasil – Crase, pronomes & curiosidades' - www.linguabrasil.com.br

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terça-feira, 1 de agosto de 2017

terça-feira, 25 de julho de 2017

A NOSSA LÍNGUA DE CADA DIA


CURIOSIDADE: O MESMO “BICHO” COM NOMES DIFERENTES

  Segundo Thami Amarílis Straiotto Moreira, doutora em Letras pela Universidade de São Paulo – USP, um nome não é uma palavra aleatória qualquer. Ele sempre quer dizer alguma coisa e sua relação com a significação é complexa. A nomeação é uma das questões centrais quando o assunto é a relação entre linguagem e realidade.

  Em geral, a relação linguagem/realidade é bastante complexa por si só. A nomeação é apenas uma das funções da linguagem que tem um papel muito importante, pois os significados dos nomes organizam e classificam as formas de perceber a realidade, além de estarem ligados diretamente com uma cultura ou comunidade.

 A questão dos nomes e seus significados sempre geraram muita polêmica e inquietação. As propriedades de um nome nem sempre estão postas às claras, o que geralmente cria muita discórdia entre os filósofos e linguistas. Quando pensamos em nome e no que ele significa logo nos vem à cabeça alguma designação. Como se um nome servisse para designar as coisas, pessoas, lugares etc. Enfim, como se ele servisse para especificar algo que é nomeado.




No Brasil ele é macaco, na Espanha é gato!

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segunda-feira, 10 de julho de 2017

domingo, 2 de julho de 2017

SOBRE AS NORMAS NORTE-AMERICANAS QUE DISPÕEM SOBRE TRABALHOS ACADÊMICOS


Em virtude de alguns esclarecimentos que nos foram solicitados, repetimos aqui um comentário que fizemos no dia 4 de fevereiro de 2009 sobre o assunto em pauta:

Comparativamente com o Brasil, no que tange à apresentação de trabalhos acadêmicos, a adoção de normas uniformes seria praticamente impossível nos Estados Unidos. Esse país adota um federalismo cooperativo e centrípeta, em que os Estados-membros detêm uma soberania ampla e as universidades gozam de mais autonomia do que as instituições similares brasileiras.

Estas são algumas das principais normas adotadas nas maiores universidades norte-americanas:

AP Style Guide (American Psychological Association) – Observadas em trabalhos de psicologia e algumas outras ciências sociais;

Blue Book – Normas muito usadas na área de direito. Alguns tribunais (nem todos!) exigem a aplicação dessas normas na elaboração de documentos jurídicos;

MLA Style Guide (Modern Language Association of América) – observadas em literatura, artes e outras disciplinas.

Note-se ainda que algumas universidades seguem regras mistas próprias, como é o caso da Universidade de Harvard, que adota o sistema Parenthetical Referencing.


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