terça-feira, 20 de junho de 2017


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quarta-feira, 14 de junho de 2017

NOTA E COMENTÁRIO QUE CONTINUAM ATUAIS



RESUMO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

Reproduzimos hoje uma nota publicada no dia 29 de jul. de 2006 em que Danilo Spechit, do Rio de Janeiro (RJ), comenta sobre a aplicação da NBR 6022 (essa norma trata da apresentação de artigo em publicação periódica científica impressa):


“Embora a referida norma esteja em vigor desde junho de 2003, poucos são aqueles que a têm aplicado na íntegra, principalmente no que se refere à localização do resumo em língua estrangeira. Essa norma determina que tal resumo deva constar do artigo como parte pós-textual, após a conclusão. Entretanto, o que se vê é uma situação completamente diferente, pois, na maioria dos casos, a mencionada seção aparece como elemento pré-textual, logo após o resumo na língua do texto. Eu gostaria de saber a opinião de alguém desse grupo sobre o presente assunto”.

Rosangela Werlang, de Carazinho (RS), integrante deste grupo, ofereceu este comentário:

“Oi! Eu acho interessante a colocação do Danilo. É verdade que a NBR 6022 pede a localização do resumo em língua estrangeira no final. Todavia, a maioria dos artigos apresenta este resumo no início do trabalho e eu também não sei porque não se cumpre o que pede a norma. Ainda, vale ressaltar que quando colocamos este resumo no final do artigo, muitas vezes somos criticados. É isso. Um abraço para todos”.

Observação do moderador deste blog: após onze anos, verifica-se que a nota do leitor e o comentário da doutora Werlang, nossa companheira, continuam válidos, absolutamente atuais!

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segunda-feira, 5 de junho de 2017

NOSSA LÍNGUA DE CADA DIA


QUESTÃO DE LINGUAGEM LOCAL
CADA TERRA COM SEU USO...


Esta nos foi enviada por Almir J. Guimarães, de Cabo Frio (RJ):

Diálogo na recepção de um salão de convenções, em Fortaleza:

- Por favor, gostaria de fazer minha inscrição para o Congresso.
- Pelo seu sotaque vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde?
- Sou de Maputo, Moçambique.
- Da África, né?
- Sim, sim, da África.
- Aqui está cheio de africanos, vindos de todas as partes do mundo. O mundo está cheio de africanos.
- É verdade. Mas se pensar bem, veremos que todos somos africanos, pois a África é o berço antropológico da humanidade...
- Pronto, tem uma palestra agora na sala meia oito.
- Desculpe, qual sala?
- Meia oito.
- Podes escrever?
- Não sabe o que é meia oito? Sessenta e oito, assim, veja: 68.
- Ah, entendi, meia é seis.
- Isso mesmo, meia é seis. Mas não vá embora, só mais uma informação: A organização do Congresso está cobrando uma pequena taxa para quem quiser ficar com o material:
DVD, apostilas, etc., gostaria de encomendar?
- Quanto tenho que pagar?
- Dez reais. Mas estrangeiros e estudantes pagam meia.
- Hmmm! que bom. Ai está: seis reais.
- Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende?
- Pago meia? Só cinco? Meia é cinco?
- Isso, meia é cinco.
- Tá bom, meia é cinco.
- Cuidado para não se atrasar, a palestra começa às nove e meia.
- Então já começou há quinze minutos, são nove e vinte.
- Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às nove e meia.
- Pensei que fosse as 9:05, pois meia não é cinco? Você pode escrever aqui a hora que começa?
- Nove e meia, assim, veja: 9:30
- Ah, entendi, meia é trinta.
- Isso, mesmo, nove e trinta. Mais uma coisa senhor, tenho aqui um folder de um hotel que está fazendo um preço especial para os congressistas, o senhor já está hospedado?
- Sim, já estou na casa de um amigo.
- Em que bairro?
- No Trinta Bocas.
- Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza, não seria no Seis Bocas?
- Isso mesmo, no bairro Meia Boca.
- Não é meia boca, é um bairro nobre.
- Então deve ser cinco bocas.
- Não, Seis Bocas, entende, Seis Bocas. Chamam assim porque há um encontro de seis ruas, por isso seis bocas. Entendeu?
- E há quem possa entender?

Nota: Este texto é de autoria de Jansen Viana e se encontra no blog RECANTO DAS LETRAS: 



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sexta-feira, 2 de junho de 2017



RECADO DO MODERADOR:

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AULA DE PORTUGUÊS DE HOJE


OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO NO CÓDIGO CIVIL
Maria Tereza de Queiroz Piacentini *

Não está equivocada a redação do art. 229, inc. III, do novo Código Civil, que dispõe: “Art. 229. Ninguém pode ser obrigado a depor sobre fato:
                    I - a cujo respeito, por estado ou profissão, deva guardar segredo;
                    II - a que não possa responder sem desonra própria, de seu cônjuge, parente em grau sucessível, ou amigo íntimo;
                    III - que o exponha, ou ÀS pessoas referidas no inciso antecedente, a perigo de vida, de demanda, ou de dano patrimonial imediato”.
Nesse caso não houve equívoco, não: a redação do inciso III acima está correta.

 A dúvida seria quanto ao fato de o verbo expor ser transitivo direto em relação a pessoa – o que está visível no início da frase [que o exponha] com o pronome oblíquo “o” – e no entanto aparecer um “às” diante de “pessoas referidas” quando se sabe que a preposição denota um objeto indireto. Se naquela oração se repetisse o verbo, o complemento pessoas não admitiria preposição: “que o exponha, ou que exponha as pessoas referidas no inciso antecedente, a perigo de vida etc.” Mas no inc. III o que temos é um objeto direto preposicionado, possibilidade prevista na língua portuguesa para algumas situações. Explico.

Sabemos que o objeto direto caracteriza-se por não vir preposicionado. Contudo, há exceções. Observemos, por exemplo, a frase O benefício atingiu os trabalhadores – entre o verbo e o objeto não há preposição, a qual todavia aparece nas construções a seguir:

O benefício atingiu a todos.

O benefício atingiu a quem?

O benefício atingiu a ambos os herdeiros.

O benefício atingiu a nós e não a vocês.

O benefício atingiu somente a José.

Tais frases estão corretas? Sim. Por uma questão de eufonia, é permitida a anteposição da preposição a ao objeto direto quando ele é constituído de palavras como todos, quem, ambos etc. Essas e as demais possibilidades são esquematizadas abaixo.

O objeto direto pode ser precedido de preposição:

1. Quando tem como núcleo nome personativo:
     Judas traiu a Jesus.

     Na escola aprendia-se a amar a Deus e à Pátria.

     Estimo a Leandro, meu sobrinho.

2. Quando se constitui de pronome pessoal tônico (neste caso, obrigatoriamente) ou dos pronomes todos, quem, outro, ninguém:
     O benefício atingiu a nós e não a vocês.   [Caso de pronome pessoal tônico. O átono seria: atingiu-nos]

     Não amou a ninguém; quis a todos; desejou a quem desdenhava.

     As mulheres deviam apoiar não só a mim mas a outras mulheres.

3. Quando é objeto direto o numeral ambos:
     A chuva molhou a ambas. 

     Vi a ambos no trem rumo a Salzburg.

4. Quando o objeto direto vem antecipado:
     Ao inimigo não se poupa.

     Ao cliente ele explora vergonhosamente. [Compare: Ele explora o cliente sem dó.]

5. Para evitar ambiguidade (mesmo que puramente teórica):
     Trata o rapaz como a um filho.  [Sem preposição a frase poderia ser interpretada assim: Trata o rapaz como um filho (trata o rapaz)].

6. Nas construções paralelas, quando não se repete o verbo:
     “Conheço-os e aos leais.”   [Compare: Conheço-os e conheço os leais.]

     Senhor diretor: devo avisá-lo e aos seus funcionários que o projeto está pronto.

     Os profissionais foram distribuídos por diferentes lugares, sem que se possa precisá-los e às datas.

* Maria Tereza de Queiroz Piacentini é Diretora do Instituto Euclides da Cunha e autora dos livros 'Só Vírgula', 'Só Palavras Compostas' e 'Língua Brasil – Crase, pronomes & curiosidades' - www.linguabrasil.com.br.

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sábado, 27 de maio de 2017

CURSO NA ABNT


TRABALHOS  ACADÊMICOS



Dias 1/6/2017 e 2/6/2017

Público alvo:  Estudantes e profissionais interessados em Normalização de Trabalhos Acadêmicos.

Objetivo: Auxiliar alunos e professores de graduação, pós-graduação e pesquisadores em geral na elaboração e apresentação trabalhos acadêmicos.

Turma: 3958 - Av. Paulista, 726 - 10º andar - Bela Vista - SAO PAULO/SP.
Maiores informações: atendimento.sp@abnt.org.br.

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sexta-feira, 19 de maio de 2017

SOBRE CITAÇÕES


CITAÇÕES COM MAIS DE TRÊS LINHAS

As citações com mais de três linhas  podem ser grafadas em itálico?

Esta dúvida foi esclarecida aqui várias vezes. Transcrevo uma das respostas, um primor de esclarecimento de nossa colega Rosângela Werlang*, de Carazinho (RS):

“Penso que não há porque inventar. A norma está clara. Já se está destacando com o recuo de 4 cm. Por que destacar mais ainda com itálico??? Além disso, concordo que, com letra menor o itálico fica ruim de ler” (12 nov. 2006).  

 *Rosangela é professora na ULBRA (Universidade Luterana do Brasil), em Carazinho.


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